segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Resgate a senha perdida do MSN Messenger

Confira aqui algumas dicas para tentar recuperar a tão valiosa senha do Windows Live Messenger, o antigo MSN. Conheça alguns programas que ajudam a resgatá-la.

Esquecer ou perder senhas pode ser algo bem complicado, ainda mais se a senha em questão é a Windows Live ID, ou seja, aquela do nosso bom e velho MSN (e do Hotmail também). Mas não se desespere! Existem algumas opções para você tentar recuperá-la do limbo.

Recuperando a senha pelo serviço do Windows

Primeiramente, tente fazer o padrão do Windows Live, ou seja, clique em “Esqueceu sua senha?”. Feito isso, você é redirecionado para uma página para a redefinição de sua senha. Comece marcando a alternativa “Esqueci minha senha” na interface do próprio Windows Live Messenger.
Esqueci a senha!
Feito isso, uma nova tela solicita que você preencha o seu Windows Live ID e preencha o CAPTCHA para mostrar que é um usuário humano.
Iniciando o processo
Então, escolha a alternativa "Esqueci minha senha", para que o serviço possa oferecer as suas três maneiras de recuperação.
Você pode escolher “Envie-me um link de redefinição por email”. Feito isso, o programa mostra um trecho do endereço de correio eletrônico cadastrado para a conta. Se você sabe que a conta está correta, clique em “Avançar”. Feito isso, uma mensagem é enviada para o email citado com um link para a troca da senha.
Recuperando por email
Se o seu email não é mais o mesmo e você não tem acesso ao endereço previamente cadastrado, é possível escolher a alternativa “Pergunta de segurança”. Feito isso, você precisa responder a pergunta que foi cadastrada para a recuperação de senha, recebendo as instruções de como recuperá-la.
Respondendo a pergunta de segurança
Se nenhuma das duas opções funcionou para você, ainda é possível solicitar o “Atendimento ao cliente”. Feito isso, é solicitado que você preencha o seu Windows Live ID, defina um email alternativo para o contato e preencha o CAPTCHA para mostrar que é um usuário humano. Então, aguarde as instruções no endereço de correio eletrônico fornecido.
Aguardar contato
E se nada disso funcionou?

Formulário do Windows Live ID

Para essas ocasiões você deverá preencher um formulário disponível no site de suporte ao MSN. Não se esqueça de fornecer um endereço de email diferente daquele que você perdeu a senha, para poder receber a resposta da Microsoft.
Formulário de Informação do Remetente

As perguntas do formulário são muito mais complexas do que as do suporte do Google, por exemplo. Porém, tente preencher o máximo de informações possíveis, para que os responsáveis consigam resolver o problema o quanto antes.
Preencha o maior número possível de informações
Esse formulário é extremamente útil também para usuários que têm problemas com a conta, seja por causa de roubo de identidade ou recebimento de emails não solicitados.
Além disso, a Microsoft também conta com um serviço de ajuda do Windows Live, para que o usuário possa tirar as principais dúvidas sobre a conta do Hotmail e do Messenger. Apesar de muitas pessoas já terem conseguido recuperar informações através do suporte, a resposta pode demorar a chegar.

Programas para recuperar a senha

Caso você não possa esperar, ou já esteja a ponto de arrancar os cabelos de desespero, uma opção é baixar algum programa que recupera senhas. Essa pode ser uma alternativa mais rápida para quem já não consegue mais viver sem o querido MSN.
Uma alternativa é o programa Messenger Key.  Trata-se de um pequeno programa gratuito que varre o computador em busca de senhas de mensageiros instantâneos, como MSN, ICQ, Google Talk e Yahoo! Messenger.
Porém, esse programa não irá recuperar senhas de versões modernas de comunicadores, como o Windows Live Messenger ou o Yahoo! Messenger 9, pois os mesmos possuem sistemas diferentes para armazenarRecupere sua senha e mantenha-a em segurança senhas.
Outra opção para resolver o problema é o Mail PassView. Apesar de estar em inglês, este programa é fácil e simples de usar, uma vez que não é preciso criar configurações cansativas e desnecessárias. Além disso, também é gratuito.
Já para recuperar a senha do Messenger, especificamente, outra opção é o Windows Live Password Recovery. Porém esse é recomendado para casos mais graves de abstinência, uma vez que você deverá desembolsar US$ 19,00 para reaver a sua senha.

Precauções extras

Vale a pena ressaltar que o mais importante em termos de senha é a segurança. As perguntas secretas, que muitas vezes são respondidas apressadamente e sem muita consideração, são extremamente importantes como fonte de segurança da sua conta.
A confecção de uma senha segura, que contenha números, letras, símbolos e o que mais você puder utilizar e se lembrar depois, é também o diferencial para não ter sua conta sequestrada ou invadida. Pode parecer bobagem, mas essas pequenas escolhas podem prevenir vários problemas no futuro.
Para finalizar, caso você seja uma pessoa que vive esquecendo senhas ou ainda as tem em excesso, é possível baixar os mais variados programas que armazenam as informações sem deixá-las vulneráveis. Dê uma olhada nas diversas opções disponíveis aqui no Baixaki, e escolha a melhor para você.


sábado, 6 de agosto de 2011

Quais motivos podem levar o Windows a não iniciar? E como Formatar um PC!!!

Seu PC pifou? Descubra quais são os possíveis problemas que levam o sistema operacional a travar.


Computadores são constituídos por componentes de hardware e uma extensa combinação de softwares. Todas essas partes, sejam elas físicas ou virtuais, estão suscetíveis a apresentarem problemas. Muitos usuários entram em desespero quando o PC para de funcionar.
As falhas mais aparentes são as de hardware, ou seja, quando alguma peça da máquina está avariada ou mal-instalada. Como guia de primeiros socorros, você pode conferir o artigo “Meu PC não liga e agora?” e aprender alguns procedimentos básicos para verificar o que de errado está acontecendo com o seu computador.
Enquanto o problema se restringe a cabos desconectados e componentes queimados, as soluções são simples. A partir do momento em que as falhas apresentadas fazem parte do sistema operacional é que a situação fica crítica. Se você ainda não sofreu com o travamento do Windows durante a sua inicialização, é bom ficar antenado, pois isso pode acontecer com qualquer PC.
(Fonte da imagem: Reprodução Windows XP)
Apesar de assustar a maioria dos usuários, com conhecimento e um pouco de paciência, todo erro pode ser resolvido. Descubra neste artigo quais são os principais motivos para o Windows deixar de funcionar e como proceder para recuperá-lo.

A memória RAM pede socorro

Assim como em qualquer sistema operacional, ao inicializar o Windows são carregados diversos arquivos e recursos da plataforma. Por ser a responsável pelo armazenamento temporário de informações, a memória RAM é um dos componentes mais exigidos. Caso essa peça esteja com algum problema ou mal-encaixada, ela pode não oferecer o seu desempenho máximo, acarretando no chamado despejo de memória física.
Com isso, o gerenciador de memória não consegue transferir a quantidade de dados solicitada pelo procedimento, sobrecarregando o componente. Devido a tal exigência, a inicialização do sistema pode ser interrompida, ocasionando a clássica tela em que a barra de carregamento do Windows torna-se estática.

Soluções possíveis

Para resolver esse problema, o primeiro passo é verificar se o pente de memória RAM está devidamente encaixado. Confirme também que o componente não esteja sujo – com camadas grossas de poeira, por exemplo.
Ao fazer a limpeza da peça, use álcool isopropílico na placa e borracha nos contatos dourados. A técnica da borracha, apesar de simples, realmente funciona (como você pode acompanhar no artigo “Mito ou verdade: passar borracha nos pentes de memória ajuda no desempenho do PC?”).
No momento de manipular o pente de memória RAM, é preciso tomar alguns cuidados, como evitar o contato das mãos com os componentes eletrônicos e o atrito da placa com superfícies ásperas. Para evitar que a situação fique ainda pior, leia “Manutenção de PCs: instalando memória e placa de vídeo” antes de começar a mexer no PC.
Se o problema era a má conexão da peça, o Windows voltará a carregar normalmente. Caso a falha persista, possivelmente, a memória RAM possua algum problema de operação. O seu PC nem chega a finalizar o carregamento do Windows? Então siga o teste de memória descritoneste artigo para averiguar se o componente está funcionando corretamente.
Para as máquinas que permanecem ligadas por alguns minutos, o usuário pode usar alguns softwares para realizar essa verificação, como o Everest Ultimate Edition e o MemTest.

Aquecimento do processador

Outro componente bastante exigido na inicialização do sistema operacional é o processador. Assim como acontece na memória RAM, se o chip estiver mal conectado ou apresentar erro de funcionamento, o Windows não será carregado. Além do congelamento do procedimento, semelhante ao ocorrido com falhas do pente de memória, o superaquecimento do processador pode reiniciar a máquina constantemente.

Soluções possíveis

Antes de qualquer decisão precipitada, verifique se o processador está corretamente encaixado. Não sabe como fazer isso? Leia o artigo “Manutenção de PCs: colocando processadores” e aprenda como manipular o componente com segurança.
Caso o erro continue, você deve verificar a temperatura da peça. Essa informação pode ser encontrada pela BIOS. Clique aqui para conhecer algumas premissas para configurar esse sistema indispensável para qualquer máquina.
O local no qual a temperatura do chip é exibida pode variar de acordo com a fabricante (geralmente é chamado de “Hardware Monitor”), mas com essas dicas você conseguirá navegar pelas opções da BIOS sem dificuldade. Cada dispositivo tem uma temperatura máxima aceitável. Procure a marca e modelo do componente instalado e pesquise no site do fabricante.
Se o superaquecimento do processador for confirmado, uma saída é trocar a pasta térmica do componente, a qual é responsável por dissipar o calor da peça durante sua operação. Com o tempo, essa pasta pode ressecar e perder sua eficiência. Aprenda a aplicar a pasta térmicaclicando aqui.
Os programas Prime95 e FFT-z são sugestões para você testar o desempenho do seu processador, mas para isso, obviamente, o Windows precisa carregar completamente.

Arquivos do sistema corrompidos

Como mencionado anteriormente, o Windows precisa de diversos arquivos para inicializar todas as suas funcionalidades. Assim, se algum desses arquivos estiver corrompido, o sistema operacional não conseguirá ser executado. Em outras ocasiões, esse tipo de dano pode ocasionar a clássica tela azul – responsável por muita dor de cabeça.
A causa mais comum desse tipo de dano aos arquivos é a interrupção abrupta do fornecimento de energia. Por exemplo, quando o usuário desliga o PC puxando o cabo de força da tomada ou quando há uma queda de energia na rede elétrica.

Soluções possíveis

Essa é uma situação em que não existe qualquer ligação com o hardware do computador. O problema é unicamente virtual. Na maioria dos casos, nem mesmo o Modo de Segurança do Windows pode ser acessado. Com isso, não resta outra saída a não ser a restauração dos arquivos corrompidos.
A recuperação da integridade desses dados é feita pelo CD de instalação do sistema operacional, atentando-se para o fato de que a versão da mídia ótica deve ser a mesma do seu PC. Você não tem familiaridade com o assunto? Para entender como funciona a restauração do sistema leia este artigo.
Depois de se aproximar do conceito, confira como recuperar a instalação do Windows clicando aqui. Nesse artigo, você pode conferir mais detalhes do procedimento, por exemplo, como fazer para iniciar o boot pelo drive ótico da máquina e como é possível fazer a restauração pelo próprio sistema operacional.

Quando o problema são os malwares

A ação de malwares que promovem a não inicialização do sistema operacional não é tão comum. Entretanto, se os procedimentos descritos até aqui não resolveram seu problema, essa hipótese não pode ser descartada.
Existem algumas pragas virtuais que podem fazer com que a máquina seja reiniciada ou alguns arquivos fundamentais para a operação do SO sejam acessados, ocasionando o aparecimento da temida tela azul da morte.

Soluções possíveis

Mesmo que o Windows seja inicializado, dificilmente esses vírus serão detectados na própria máquina. Contudo, você pode tentar acessar o Modo de Segurança do sistema e executar um antivírus confiável. Confira o artigo “Como Iniciar em Modo de Segurança” para sanar possíveis dúvidas de como proceder para ativar essa modalidade.
Como segunda alternativa, sugerimos a utilização do Kaspersky Rescue Disk – um programa que após ser gravado em um CD bootável consegue rastrear ameaças no computador mesmo sem ele inicializar o SO.
Outra possibilidade é usar o Linux para remover os softwares invasores. Para isso, confira “Aprenda a remover os vírus do Windows utilizando os recursos do Linux”. Em último caso, você pode remover o disco de armazenamento da sua máquina e colocá-lo em outro PC, pelo qual você poderá fazer uma varredura mais eficiente.

Drivers desatualizados

Os drivers são softwares que funcionam como tradutores entre os componentes de hardware e o sistema operacional. Eles são responsáveis pela eficiência de comunicação dos dados entre essas partes. Devido a tal funcionalidade, os drivers podem ocasionar o mau funcionamento do Windows, apesar de isso ser mais raro.
Quando algum driver é instalado erroneamente (o software é de uma versão diferente da peça instalada), está desatualizado ou apresenta qualquer tipo de conflito com outros dispositivos da máquina, o Windows sofrerá as consequências – tornando-se lento, travando durante o uso, reiniciando ou interrompendo o seu carregamento.

Soluções possíveis

A primeira ação que você pode tomar é reinstalar os drivers de todos os componentes (placa-mãe, processador, placa de vídeo, de som e de rede, entre outros dispositivos). Alguns fabricantes enviam um CD acompanhando a peça adquirida. Todavia, é possível baixar os drivers no site das respectivas empresas.
Vale lembrar que o método mais seguro para atualizar esses softwares é pelo Modo de Segurança do Windows, já comentado neste artigo. Surgindo dúvidas para acessar essa função,clique aqui para saná-las.

Medidas drásticas

Os procedimentos explicitados até este tópico são os mais relevantes para a restauração de falhas mais comuns. Se nenhum deles resolveu a dificuldade do Windows em inicializar, o seu problema pode ser mais sério: o sistema operacional pode ter sido avariado. Nesse caso, a última saída é a formatação do computador.
Caso você prefira reinstalar o Windows com suas próprias mãos, não deixe de ler os artigos listados abaixo:
  • Como formatar o Windows.
  • Comece a Formatar

    Antes de mais nada, é necessário mexer em algumas configurações da sua placa-mãe para carregar o CD do Windows. Na maioria dos casos, basta teclar Delete ou F2 na primeira tela exibida para acessar as opções. Como existem vários modelos e marcas diferentes de hardware, siga os passos de forma semelhante aos exibidos no trecho abaixo:
    1.    Acesse a opção “Advanced BIOS Features”;
    2.    Na opção “First Boot Device”, deixe a opção indicada como CD-ROM;
    3.    Salve as mudanças antes de sair, através de algum atalho ou como na opção indicada.

    As opções são semelhantes em muitas placas.

    Com as mudanças realizadas, ligue o computador e insira o CD do seu Windows XP nele. Antes de o sistema operacional começar, você verá a opção “Pressione qualquer tecla para iniciar do CD”. Clique em qualquer botão do teclado para que o disco de instalação seja carregado.
    Aguarde alguns momentos até que a tela azul apareça, contendo os próximos passos da instalação.


    No XP


    Siga as instruções abaixo para formatar o seu Windows XP:
    1.    Em “Bem vindo ao programa de instalação” (Welcome to Setup), tecle Enter para proseguir;
    2.    Na tela sobre o contrato de licença do Windows, tecle F8 para concordar com os termos descritos;
    3.    Duas opções aparecerão na tela. Tecle “Esc” para reinstalar o Windows XP;
    4.    Este é o menu com as partições. Caso você tenha criado uma nova partição para backup, lembre-se de não mexer nela neste momento;
    5.    Selecione a partição que contém o seu Windows e a exclua, com a tecla D. Confirme a exclusão com os comandos requeridos nas etapas que seguem;
    6.    Clique em “Espaço não particionado” e tecle Enter, para instalar o Windows neste local;
    7.    Escolha a opção “Formatar a partição utilizando o sistema de arquivos NTFS”, o que pode levar um bom tempo, dependendo da capacidade do seu disco rígido;
    8.    Aguarde a cópia dos arquivos e a reinstalação automática do sistema.


    No Seven


    1.    Salve as configurações e reinicie a máquina com o DVD ou pendrive inserido. Preste atenção à tela, pois você verá a mensagem para pressionar qualquer tecla e inicializar o sistema a partir do dispositivo indicado”.
    2.     A instalação carrega os arquivos necessários. Defina idioma, modelos de data e moeda, e layout do teclado.
    3.     Clique em “Instalar”. É possível atualizar uma versão já instalada do Windows, mantendo arquivos, configurações e programas, ou então começar do zero.
    4.       Você deve escolher o drive onde vai instalar o sistema. Atente para a possibilidade de formatar a unidade escolhida e gerenciar partições.
    5.        A instalação copia os arquivos necessários e reinicializa o sistema algumas vezes. Deixe que o computador inicie normalmente, sem clicar para iniciar a partir do DVD ou pendrive e siga as instruções na tela.
    6.        Você deve definir nomes de usuário e de computador e senha. Não é obrigatório digitar a chave do Windows, mas você pode fazer isso para agilizar a validação se desejar.
    7.        Caso o seu computador esteja conectado à internet, é possível buscar por atualizações. Complemente esta parte da instalação com ajuste de data e hora.


    INSTALAÇÃO DO WINDOWS


    Deixe que seu computador inicie normalmente (não clique para iniciar o sistema do CD como anteriormente) e siga os passos indicados nas primeiras janelas. Agora seu Windows estará acessível pelo mouse e pelo teclado, o que torna as coisas mais intuitivas.
    A partir deste ponto, o próprio Windows lhe indicará os passos a serem seguidos, de um modo muito explicativo. Basta seguir todas as etapas corretamente e o programa terminará sua instalação em alguns minutos.  Aguarde o término do processo e a última reinicialização, terminando de configurar o sistema operacional.


    PRIMEIROS PASSOS COM O SISTEMA NOVO

    Ao iniciar o Windows pela primeira vez, você deve instalar, primeiramente, os drivers do seu computador. Para isso, vá até a partição de backup ou insira o DVD com os arquivos importantes salvos, executando o instalador do DriverMax.
    Agora, clique na opção “Importar Drivers”, selecionando a pasta salva com os aplicativos. Aguarde a instalação dos drivers e reinicie o seu computador para evitar eventuais problemas. Assim que ele iniciar novamente, instale o Service Pack 2, reiniciando-o novamente em seguida.
    Dessa forma, seu computador estará novo em folha, com seu registro intacto e operando de maneira funcional, sem os problemas encontrados anteriormente. Tudo que resta a você é instalar os programas e aplicativos de sua preferência.


    Considerações finais

    Vale ressaltar que formatar um computador requer prática e é um processo um tanto quanto complicado para usuários iniciantes. Caso você esteja enfrentando dificuldades em realizar a tarefa, é interessante pedir ajuda para alguém que entenda melhor do assunto, ou, em último caso, de um técnico especializado.
    Resumindo um pouco as coisas, é fundamental lembrar-se de salvar os arquivos importantes do  computador antes de começar a formatação, pois, depois que ela começar, os dados do seu HD principal serão perdidos. Com calma e atenção, o bicho de sete cabeças da formatação será eliminado e você poderá economizar um bom dinheiro com isso.


    Contudo, o i9 Info sugere que o PC seja levado até um técnico em manutenção para que a situação seja mais bem avaliada. Procure um profissional que seja da sua confiança.

Por que existem pilhas na placa-mãe?

Pequenas baterias de lítio são colocadas nas placas-mãe. Você sabe o motivo disso? Descubra agora.


Você sabia que existe uma pilha na sua placa-mãe? Mas diferentemente do que acontece com as pilhas de eletroeletrônicos, as baterias de computadores não possuem a função de alimentar os componentes com energia elétrica.  O que ela faz é manter os dados salvos na memória volátil, nos momentos em que a máquina estiver desligada.
Memória volátil? Isso mesmo, as placas mais antigas armazenavam diversas informações em dispositivos Flash-ROM, que necessitam de constante alimentação de energia para que as informações não fossem perdidas. De maneira parecida com o que acontecia com as fitas de Super Nintendo, quando a bateria deixa de funcionar, os dados salvos eram perdidos.
Bateria de lítio
Há também muitos relatos de usuários que perderam todas as configurações da BIOS ao deixar que as pilhas se esgotassem. Mas esse tipo de problema já não ocorre hoje em dia, pois as placas-mãe deixaram de utilizar as baterias para manter a carga dos dados. Então as pilhas não existem mais? Errado, elas existem, mas com outra função.

As pilhas nos computadores atuais

Com as mudanças que ocorreram na estrutura das placas-mãe, a memória utilizada para salvar os dados de inicialização e BIOS deixou de ser volátil. Assim, as informações já não seriam mais perdidas, mesmo que houvesse falhas na alimentação de energia. As baterias passaram, então, a ser parte integrante do sistema RTC (Real Time Clock ou relógio em tempo real, em português).
Dessa forma, a bateria de lítio acoplada à placa-mãe passa a ser responsável apenas pela manutenção da energia elétrica do relógio interno. Logo, caso a pilha seja descarregada, o computador não sofre grandes perdas de dados.

Problemas frequentes

Caso um dia você ligue seu computador e perceba que o relógio está atrasado para o exato momento em que você desligou a máquina anteriormente, não se assuste. Corrigir esse tipo de problema faz parte da manutenção mais simples de um PC, pois tudo o que precisa ser feito é a troca da bateria de lítio.
Mesmo que seja necessário pedir para que um técnico de informática resolva o problema para você, dificilmente ele cobrará mais do que 50 reais pelo serviço, visto que uma pilha de 3 volts para placas-mãe não chega a custar mais do que 10 reais. Já possuindo conhecimentos em manutenção, basta abrir a máquina e trocar a pilha. Feito com calma, o processo completo não dura mais do que 10 minutos.
.....
Deixamos claro que as baterias não possuem função de armazenar dados, mas sim de fornecer energia elétrica para os componentes de armazenamento, se, e somente se, a máquina estiver desligada. Agora conte para o Tecmundo se você já sabia como funcionava esse componente no seu computador.


Mito ou verdade: utilizar o notebook no colo pode causar danos à pele?

Consultamos especialistas do ramo para trazer o que há de concreto sobre o assunto. Conheça agora as verdades e mitos que envolvem essa temática.


Os notebooks mudaram completamente algumas atitudes de quem não desgruda de um computador. Um ótimo exemplo é a revolução que causaram no meio acadêmico. Antes era preciso elaborar documentos no computador de casa, imprimi-los em folhas transparentes e então usar o retroprojetor da instituição de ensino para apresentar determinado trabalho.
E não é só nesse exemplo que vemos uma grande mudança. Antigamente era preciso passar frio e ficar usando o PC em uma cadeira desconfortável. Agora os laptops possibilitam acessar a web, assistir a filmes e usufruir de todo o potencial da informática no conforto da cama. Basta carregar o notebook para onde desejar, colocá-lo no colo e realizar qualquer atividade.
Tudo seria muito perfeito, se não fosse um pequeno inconveniente: o calor. Diversas pessoas vêm relatando que passaram por situações em que usaram o PC no colo e acabaram notando leves queimaduras na pele. Relatos desse tipo levaram alguns médicos a uma questão: afinal, utilizar o notebook no colo pode causar danos à pele?
Para esclarecer essa dúvida e outras questões relacionadas, entramos em contato com a doutora Kerstin Taniguchi Abagge, integrante do Serviço de Dermatopediatria do Departamento de Pediatria do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná. Agora você confere na íntegra nossas questões e as respectivas respostas da especialista.

Desvendando o mistério

Existe algum estudo para debater a questão dos danos à pele causados pelo uso do notebook no colo?

Sim. Existem vários relatos de caso acerca de lesões causadas pelo notebook, principalmente aquelas relacionadas ao calor (radiação infravermelha) em contato com a pele, também chamadas de "eritema ab igne".

Há casos que atestem os danos e malefícios do uso do notebook no colo? A partir de qual temperatura há um risco significativo?

Sim, há alguns relatos na literatura sobre a ocorrência de lesões de pele. Geralmente temperaturas acima de 45 ºC.

Qual o tempo máximo recomendado para se utilizar o notebook no colo?

O ideal seria a NÃO UTILIZAÇÃO ou a utilização com equipamentos de resfriamento (como os que contêm uma ventoinha com conexão USB) ou aqueles que proporcionam maior distância entre a CPU e a pele. Tanto pela saúde da pele quanto pelo adequado resfriamento do computador, pois seu superaquecimento pode levar a danos no equipamento.
(Fonte da imagem: Divulgação/Targus)

Quais os piores danos que esse calor pode causar? Existe a possibilidade de desenvolver câncer de pele?

Se a lesão pelo calor for de longa duração, pode haver queimadura, atrofia, alterações de pigmentação, ceratoses e até mesmo o surgimento de carcinoma de pele.

Em caso de danos, como se dá o tratamento?

Afastamento do calor, evitar exposição ao sol, utilização de cremes de corticosteróide na fase aguda e fotoproteção.

Há algum estudo comprovando quais marcas de notebook tendem a gerar problemas desse tipo?

Não que eu saiba. Todos os que eventualmente atinjam temperaturas acima de 45 ºC poderiam causar esse tipo de lesão.

Esse calor excessivo gerado pelo notebook pode causar impotência nos homens?

Há relatos de que o aumento da temperatura testicular poderia levar a uma diminuição na espermatogênese (produção de espermatozoides), ou seja, infertilidade, mas não impotência. Desconheço casos descritos na literatura médica de impotência relacionada ao uso do laptop no colo.

As fabricantes têm consciência dos problemas

Essa polêmica do “superaquecimento” não é nada nova e, inclusive, existem diversas notícias comprovando que muitas fabricantes fazem recalls para consertar centenas de milhares de produtos que aquecem além do comum. A Sony é uma das empresas que teve reclamações, no ano passado, e foi instruída por autoridades americanas a recolher os produtos danificados que estavam causando transtornos a diversos clientes.
E não foi só a fabricante japonesa que teve complicações quanto a isso. A HP também já teve que fazer recalls e sempre acontece de sabermos de alguma outra marca que tem de trocar os notebooks, pois estão com problemas de superaquecimento ou de bateria. Com alguns novos modelos esses inconvenientes estão desaparecendo, graças a novos processadores, como o Intel Atom e os modelos da linha AMD Fusion.

Possíveis causas e como evitar

Aproveitando o tema, nada melhor do que explorarmos todas as questões e garantirmos que você sane suas dúvidas de uma vez por todas. Por isso, elaboramos duas pequenas listas para citar os possíveis problemas que podem fazer o computador aquecer e algumas soluções.

Por que o notebook esquenta?

1. Se você comprou seu laptop há algum tempo, então é possível que o aquecimento seja culpa da poeira (como mostrado na imagem abaixo). Ao contrário de computadores desktop, os notebooks não são abertos com frequência e, consequentemente, a sujeira acumula com facilidade;
(Fonte da imagem: Reprodução/DMahalko)
2. O cooler não está operando na velocidade mínima necessária para refrigerar a CPU;
3. Você possivelmente está utilizando o notebook em uma superfície que não possibilita a passagem de ar;
4. Pode haver um problema na pasta térmica do processador. Se ela não opera da maneira esperada, pode ser que o processador esquente por não estar transmitindo o calor da maneira apropriada para o dissipador;
5. O problema pode ser no hardware. Talvez o processador esteja operando com uma tensão acima do normal ou foi realizado um overclock na CPU.

Como solucionar o problema?

1. Limpe as ventoinhas e todas as saídas de ar do notebook;
2. Use algum aplicativo para verificar se o cooler está trabalhando na velocidade padrão. Certifique-se de que não há nenhuma configuração na BIOS que esteja desregulada;
3. Verifique por onde o ar quente sai. Caso o cooler fique posicionado na parte de baixo, procure usar o computador em superfícies onde a saída não fique obstruída. Evite utilizar almofadas ou cobertores em baixo do computador. Talvez um cooler com conexão USB resolva o problema;
(Fonte da imagem: Divulgação/Targus)
4. Envie o computador para a assistência técnica autorizada para a substituição da pasta térmica;
5. Verifique na BIOS ou com algum software se o processador está operando com os valores de fábrica. Caso nenhuma das soluções resolva, envie o notebook para a assistência técnica.

Unix: o pai de todos os sistemas operacionais

Ele é a base da maioria dos sistemas da atualidade, mas talvez você saiba bem pouco sobre o Unix.


A década de 1960 não foi marcante apenas por lutas populares que sacudiram o mundo, mas também para o mundo dos computadores, mais especificamente dos sistemas operacionais (SO). É nos anos 60 que surge o embrião do Unix, o pai de praticamente todos os SOs existentes hoje em dia.
Se você ainda não ouviu falar desse sistema operacional, provavelmente já escutou um bocado sobre sistemas feitos a partir dele. Mac e Linux são apenas alguns dos SOs tipo Unix. Conheça agora um pouco mais sobre este importante marco na história dos computadores pessoais.

O que é o Unix?

Unix, o pai dos sistemas operacionais (Fonte da imagem: Reprodução / Site oficial)
Unix é um sistema operacional criado por Kenneth Thompson após um projeto de sistema operacional não ter dado certo. O Unix foi o primeiro sistema a introduzir conceitos muito importantes para SOs como suporte a multiusuários, multitarefas e portabilidade.
Além disso, o Unix suporta tanto alterações por linhas de comando, que dão mais flexibilidade e precisão ao usuário, quanto definições via interface gráfica, uma opção normalmente mais prática e menos trabalhosa do que a anterior.
Sua história remonta aos anos de 1960, quando Thompson, Dennis Ritchie e outros desenvolvedores se juntaram para desenvolver o sistema operacional Multics nos Laboratórios Bell da AT&T. A ideia era criar um sistema capaz de comportar centenas de usuários, mas diferenças entre os grandes grupos envolvidos na pesquisa (AT&T, General Eletronic e Instituto de Tecnologia de Massachusetts) levaram o Multics ao fracasso. Contudo, em 1969, Thompson começou a reescrever o sistema com pretensões não tão grandes, e aí surge o Unics.
O passo seguinte foi um retoque no nome e ele passa a se chamar Unix. Em 1973, com ajuda de Dennis Ritchie, a linguagem empregada no sistema passa a ser a C, algo apontado como um dos principais fatores de sucesso do sistema. Atualmente, uma série de SOs são baseados no Unix, entre eles, nomes consagrados como Gnu/Linux, Mac OS X, Solaris e BSD.

Por que o Unix é a base dos sistemas operacionais?

Apesar de não haver uma resposta exata para isso, a esmagadora maioria dos sistemas disponíveis atualmente é baseada no Unix. Talvez você nem saiba, mas o sistema operacional que roda no caixa eletrônico onde você saca dinheiro, por exemplo, provavelmente é um do tipo Unix.
(Fonte da imagem: KHanger)

Multitarefa e multiusuário

É provável que o primeiro grande motivo da popularidade deste sistema sejam os conceitos que ele lançou no mundo dos SOs. Ao contrário de seus principais “concorrentes”, o Unix propôs um sistema multitarefa, capaz de executar dezenas de processos simultaneamente. De fato, a execução no Unix se dava de forma extremamente rápida, o que o fazia parecer ser multitarefa.
Outra característica do Unix é o suporte a multiusuário. O sistema permite que várias aplicações sejam executadas de modos independente e concorrente por usuários diferentes. Assim, eles podem compartilhar não somente hardwares, mas também softwares e componentes como discos rígidos e impressoras.
Atualmente, esses recursos parecem óbvios, mas há 40 anos eram novidades e fortes diferenciais para a escolha de um sistema operacional. Vale lembrar ainda que, nessa época, computadores pessoais também pareciam um sonho distante e o Unix era usado, basicamente, por universidades, governos e grandes indústrias.

Distribuição livre

Outro fator que com certeza influenciou na popularidade do Unix foi ele ter funcionado sob uma licença livre em seus primeiros anos de vida, tendo sido distribuído gratuitamente para universidades e órgãos governamentais dos Estados Unidos. Apenas depois de algum tempo a licença se tornou proprietária.
Contudo, a maioria dos sistemas criados com base no Unix funciona sob um sistema total ou parcial de código aberto. Desse modo, a proliferação do sistema foi impulsionada pela licença livre, principalmente das famílias BSD, Open Solaris e Linux.
AmpliarAmbiente gráfico X rodando no Unix no final dos anos 80. (Fonte da imagem: Liberal Classic)

Por que a Microsoft não usa o Unix?

Essa história começa a ser contada no ano de 1979, quando a IBM necessitava de um sistema operacional para um novo computador e contratou a Microsoft para realizar o serviço. Como a empresa de Bill Gates não possuía um sistema próprio, ela adquiriu o Q-DOS, modificou-o e deu um novo nome a ele: MS-DOS.
MS-DOS, também conhecido apenas por DOS, é um acrônimo para “sistema operacional de disco da Microsoft” e foi a base dos sistemas Windows até o lançamento do Windows 2000. O DOS coordenava o funcionamento do computador, fazendo uma “ponte” entre o hardware e os aplicativos.
Então, a resposta à pergunta desta seção pode ser: por falta de interesse. Além das diferenças básicas entre o Q-DOS/MS-DOS (que tinha como características ser monotarefa e monousuário) e o Unix, o DOS foi a escolha de Bill Gates para entrar no mercado de PCs. Ele preferiu agregar um produto “menor” à sua empresa para vendê-lo à IBM.

Sistemas Unix e tipo Unix

É importante fazer uma ressalva. Unix é um sistema proprietário, justamente por isso softwares como distribuições de Linux e o Mac OS são chamadas de “tipo Unix”. Para um sistema ser considerado Unix, é preciso se enquadrar completamente no “Single Unix Specifications” ou Especificações Únicas do Unix, em tradução livre.
Essas especificações foram definidas pela norma Posix, criada a partir de um projeto desenvolvido em 1985 para padronizar os sistemas variantes do Unix. Se tomarmos Windows, Mac e Linux, os principais sistemas operacionais da atualidade, apenas o SO da Microsoft não faz uso de uma arquitetura baseada no Unix.

Mais seguro?

Essa é uma questão um tanto quanto polêmica. Muitos falam que o Windows é vulnerável demais, enquanto outros dizem que sistemas Linux e Mac (baseados no Unix) não são infectados por vírus. A controvérsia é tanta que até já fez parte da seção “Mito ou Verdade” aqui no Tecmundo.
O que se pode dizer é que, normalmente, sistemas baseados no Unix têm uma estrutura de execução de processos e de instalação de aplicativos um pouco mais complicada do que o Windows. Acaba sendo mais simples instalar um aplicativo executável no Windows do que compilar um pacote TAR.GZ no Linux, por exemplo.
Isso, somado à esmagadora popularidade do Windows entre os usuários, acaba por torná-lo um sistema mais vulnerável do que seus concorrentes. Contudo, o diretor executivo da Symantec, criadora do Norton Antivirus, Enrique Salem, afirmou em fevereiro deste ano que Mac OS não é mais seguro do que Windows.
Vários movimentos no sentido de descomplicar o uso das dezenas de distribuições de Linux têm tornado o uso do sistema cada vez mais convencional, o que pode acarretar em problemas semelhantes aos do Windows. De qualquer modo, a estrutura dos sistemas tipo Unix talvez torne mais difícil a infecção por malwares.


Você sabia que usar um estabilizador não serve para nada?

Conectar o computador nesses aparelhos pode não ser uma boa ideia. Confira agora quais são os motivos para essa afirmação.


Pare tudo o que está fazendo e olhe para o seu computador. Responda para você mesmo: onde ele está conectado? A resposta que a grande maioria dos usuários deve dar é a mesma: estabilizador. O equipamento é responsável pela conexão de aparelhos eletrônicos a tomadas na casa dos brasileiros há décadas, antes mesmo de existirem os computadores pessoais.
Isso acontece porque, desde os idos de 1940, o Brasil sofre com a instabilidade na tensão dasredes elétricas, o que pode causar problemas sérios aos aparelhos eletrônicos. Mas você já se perguntou se os estabilizadores realmente conseguem estabilizar as correntes elétricas para mandar um sinal limpo aos dispositivos?
(Fonte da imagem: SMS/Divulgação)
O Tecmundo foi atrás das informações para mostrar se a afirmação “Usar um estabilizador não serve para nada” é realmente correta. Aproveite este artigo para tirar todas as dúvidas que você possui em relação aos aparelhos e também para saber se vale a pena utilizar estabilizadores para ligar os seus eletroeletrônicos.

O que prometem?

Quando um estabilizador é comprado, os consumidores estão esperando uma série de vantagens para seus equipamentos. Promete-se aos usuários, que os dispositivos serão os principais responsáveis pelo nivelamento da tensão elétrica (voltagem) da rede. Com isso, picos de energia não afetariam diretamente os aparelhos.
Teoricamente, sempre que a rede elétrica sobe de tensão, os estabilizadores entram em ação para regular a voltagem aplicada a cada aparelho e evitar que eles sejam queimados. Quando a rede baixa sua tensão, o processo ocorre de maneira inversa: ele é utilizado para aumentar a tensão e não deixar que os eletrônicos sejam desligados. Ressaltamos: teoricamente.

O que eles realmente fazem?

Pode-se dizer que os estabilizadores servem para queimar no lugar dos aparelhos. Como assim, Tecmundo? É simples, todos eles são construídos com um fusível de proteção, que é queimado em situações de tensão muito instável da rede elétrica. Quando isso acontece, o estabilizador deixa de funcionar e o fornecimento de energia é interrompido.
Dessa forma, a instabilidade na tensão (possíveis sobrecargas) não chega diretamente aos eletroeletrônicos e estragos maiores são evitados. Fora isso, também se pode dizer que estabilizadores são excelentes extensores de capacidade para tomadas (os populares “Benjamins” ou “Tês”). Isso porque permitem que vários aparelhos sejam ligados em uma mesma tomada, mas sem riscos de curto-circuito (um perigo existente).
Nós contatamos o professor do Departamento de Eletrotécnica da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Eduardo Romaneli, doutor em Eletrônica de Potência, para trazer um parecer técnico ao artigo. Ele nos deu várias informações que comprovam a ineficácia dos estabilizadores em redes domésticas no Brasil.
(Fonte da imagem: TS Shara/Divulgação)
Segundo ele, atualmente, com o desenvolvimento de fontes de alimentação universais que atuam automaticamente em redes de 127 V ou 220 V, o uso de estabilizadores é desnecessário. O professor pondera também que estabilizadores não têm capacidade para atuar na qualidade da energia elétrica, por isso, as redes com altos níveis de poluição não têm suas tensões corrigidas (inclusive, há casos em que a qualidade do sinal entregue aos dispositivos eletrônicos é inferior ao da rede comercial).
Romaneli afirma ainda que os melhores estabilizadores oferecem tempos de resposta em torno de 8,3 milissegundos, o que ainda é considerado muito alto. Esse tempo de resposta, quando muito alto, pode ser responsável por falhas de funcionamento em aparelhos sensíveis. Outro ponto negativo é a limitação do efeito de estabilização da tensão limitada a alguns patamares fixos.
Dessa forma, fica claro que a real funcionalidade dos estabilizadores está muito aquém do que se espera de um dispositivo eletrônico de manutenção elétrica. Então surge outra dúvida na cabeça dos usuários: existe algo que possa ser utilizado para uma manutenção da tensão elétrica que seja realmente eficaz?

Filtros de linha: um pouco menos de decepção

Filtros de linha são um pouco melhores do que estabilizadores, mas estão bem longe de serem os verdadeiros salvadores. A grande maioria deles não corrige problemas na rede elétrica, passando o mesmo ruído recebido pela tomada para os aparelhos que estiverem conectados. Pelo menos é isso que acontece com os filtros mais baratos do mercado.
(Fonte da imagem: divulgação/Ethereal)
Quem pode gastar um pouco mais encontra nos filtros de linha com suporte para filtragem eletromagnética uma boa opção. O problema é que, no Brasil, esse tipo de componente é raro e a grande maioria dos “filtros” não passa de extensões. Isso acontece porque não há componentes de filtragem, apenas o fusível para bloquear possíveis surtos de tensão (igual ao que acontece com os estabilizadores).

Qual a verdadeira salvação?

Infelizmente, a alternativa que realmente funciona é um pouco mais cara do que estabilizadores e filtros de linha. Estamos falando dos no-breaks. Esse tipo de componente elétrico oferece proteção em quatro frentes diferentes:
  • Proteção contra surtos de tensão;
  • Proteção contra queda de tensão;
  • Proteção contra queda na energia (falta de luz);
  • Proteção contra oscilação da frequência.
Dentro do segmento dos no-breaks, ainda é possível dividi-los em dois tipos diferentes. Os no-breaks offline, que são os mais comuns e baratos, são muito indicados para residências, pois conseguem armazenar energia elétrica em suas baterias para suprir a necessidade por curtos períodos de tempo, além de manter o sinal elétrico estável e limpo.
Já grandes servidores costumam utilizar no-breaks online, que são o que existe de mais completo em termos de prevenção de problemas elétricos. Esse tipo de aparelho está em constante troca de energia, pois alimenta os computadores (por exemplo) com a carga da bateria, ao mesmo tempo em que se recarrega pela energia oriunda das tomadas.
(Fonte da imagem: Divulgação/NHS)
Segundo o já mencionado professor Eduardo Romaneli, são os no-breaks online que oferecem segurança e estabilidade mais confiáveis. O problema, como já dissemos, são os altos custos para a aquisição deles. Por isso, estima-se que a maioria esmagadora desses no-breaks está instalada para alimentar servidores e centrais vitais para as empresas.
Nota-se, portanto, que em instalações elétricas domésticas é muito mais recomendado o uso de no-breaks offline. Mas isso somente em locais onde a rede elétrica é instável demais, causando surtos de sinal que possam ocasionar estragos nos aparelhos eletrônicos. Em redes mais estáveis, a utilização de filtros de linha com suporte a filtragens eletromagnéticas seria suficiente.
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Você utiliza estabilizadores? Aproveite o espaço dos comentários para contar ao Tecmundo se você sabia sobre a ineficácia desses aparelhos no controle da tensão elétrica que chega a nossas casas. Conte também quais são os eletrônicos que você liga no estabilizador para evitar que o funcionamento seja afetado pelas descargas.